Fugindo um pouco do tema central do Blog, mas não completamente… Hoje me deu vontade de falar de Amor. Tenho tentado - sem perspectiva alguma de atingir um resultado definitivo - criar uma definição do que é este sentimento pra mim.

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Claro, Amor é Amor… aquela coisa que não se define, se sente bla bla bla. Mas será que aquele sentimento que você tem aí dentro é Amor?

Gravei uma frase na minha cabeça há algum tempo… “Amor é algo que se constrói”. Marianna insistia em me dizer isso e eu, como sempre, insistia em discordar. Não conseguia admitir que era possível se construir Amor. Afinal, Amor é involuntário, único e arrebatador. Mas admito que minhas amigas estão sempre certas. Já não discuto mais.

Sim, pra mim Amor continua sendo algo involuntário, mas de fato ele é algo que construímos.

Arrebatador pra mim é  desejo (não sexual gente, não estraguem meu texto - desejo de querer muito aquela pessoa). Amor é paz e não euforia. Euforia é paixão, essencial para um bom Amor, mas a euforia passa. Amor é o porto seguro, o caminhar junto. O viver sem pressa, saboreando bons detalhes…

E como eu Amo a vida e seus ciclos, e conhecer cada nuance dela, e cada canto, e me reconhecer a cada dia em que ela me apresenta uma situação nova.

E como é bom reconhecer muito Amor na rotina do meu dia a dia. Como é bom ser amada e cuidada na mesma proporção que amo e cuido. Essa reciprocidade é perfeita. Não, perfeição não existe. Não acredito que exista a sua metade da laranja, o seu príncipe (princesa) te esperando em algum canto do mundo. Se estiver à procura desse tipo de relacionamento, case com você mesmo. O que não deixa de ser uma boa ideia. Muitas pessoas fazem isso… mesmo casando com outras pessoas no final das contas elas apenas se relacionam com elas mesmas.

Deve ser legal poder casar comigo mesma: minhas músicas, minhas viagens, meus roteiros, minhas comidas preferidas, meu jeito de discutir, minhas irritações… Mas como deve ser fantástico estar casada com alguém que me desafie, e me respeite e me ame do jeito que eu sou (mesmo sabendo que eu não sou perfeita pra ele) e que deseje ser testemunha de tudo que eu passar nessa vida, seja loucura, seja silêncio, seja sucesso, seja um sábado de chuva.

Amores impossíveis, pessoas impossíveis, príncipe encantado… Deixe tudo isso de lado. A vida é tão boa e tão curta pra você alimentar sentimento por algo que pode não dar certo. Quebre os protocolos, você só tem uma obrigação nessa vida… Ser feliz de verdade, de maneira genuína. Não me venha com essa felicidade de conto de fadas, plastificada e pré-moldada.Fique perdidinha, depois descubra-se, redescubra-se. Cuide-se. O resto surge.

Sempre tive uma tendência aos extremos… muito Amor, muita tristeza… não chamarei isso de bipolaridade porque gosto de ver o lado bom das coisas, mas acho que sou realmente uma pessoa intensa.

Vivo intensamente, sem muitos pudores (de novo, não sexuais, ok?). Gosto do Carpe Diem mesmo. Estou em sintonia comigo mesma quando sinto que a vida está pulsando forte e qualquer sentimento aparentemente morno me entedia. Aprecio SEM moderação cada detalhe desta vida… Já falei mil vezes por aqui que são as pequenas coisas que me conquistam.

Sim, amo ganhar jóias, mas prefiro ganhar seu coração. Amo o Copacabana Palace, mas prefiro rir de ver você não conseguir enfiar a chave na fechadura do seu apartamento. É na rotina bem cuidada que você vai conseguir Amor. É na cumplicidade (com todo o seu significado), na intimidade, na parceria. É uma construção dia a dia de um objetivo comum que um dia traz o Amor… Um alimentar e cuidar diário.

Parece tão óbvio amar aquele que sempre nos gera incerteza, insegurança né?! Aquele negócio da conquista… sei lá qual a pira que bate em cada um. Mas até as pessoas inteligentes caem nessa… As pessoas se deixam enganar as vezes. Isso não é Amor, Amor é mais. Amor é suave, doce… é presente e não expectativa.

Se são as pequenas coisas que me movem acabei aprendendo pouco a pouco um Amor sem preço, que não se rifa, simplesmente se sente. Sinto tudo isso, não apenas por ter bons motivos pra isso, mas porque foi involuntário e inevitável. E o que antes parecia improvável hoje é um pedacinho do meu chão.

A gente fala tanto de Amor e Felicidade e procura tanto que acaba deixando de ver o tanto de Felicidade e Amor que deixamos escapar entre os dedos. Vamos definir Amor e Felicidade como algo que simplesmente lhe faça sorrir: tipo aquele amigo de infância que te olha com os olhos e te conhece. Como é possível falar de Amor se ele te faz chorar tanto? Como chamar isso de felicidade se o que sai dos seus olhos não é felicidade!?

… E como é bom sentir que alguém pode ser a continuação do que eu sou. E de que “sendo dois” talvez eu possa ser ainda melhor do que eu, sozinha. Isso sim me dá vontade de sorrir, de sorrir de verdade, com o coração.

Apesar de pensar que não seria má ideia, não gostaria de casar comigo mesma, não desejo casar com alguém por quem eu seja apaixonada (se tiver paixão… bônus), desejo alguém que queira e SAIBA construir Amor comigo. Esse é o final do meu conto de fadas, porque mereço isso e você também!

… uma carta ao meu Amor e à minha amiga.