Se você parasse pra pensar sobre o quanto viajar lhe faz bem, acredito que daria um jeito de viajar mais vezes. Na maionese ou em aviões, não importa… viajar faz bem e ponto. Acho chata essa história de colar textinhos fofos, mas só pra ilustrar, vou citar um dos meus preferidos nesta vida:

Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.

Amyr Klink

… Ok, pode ser que este trecho não seja novidade… Lendo-o você pode ter ficado tentado a fazer aquela viagem que se promete há anos. Pois é, sempre me inspirei nela pra fazer uma boa viagem com malas. Mas de um tempo pra cá li o trecho de outra forma. Tudo que está escrito ali pode servir pra uma viagem sem sair do lugar, em você mesmo! Rever sua vida atual, seus ideais, suas escolhas, seu gosto musical, seus sofrimentos e superações. Releia o trecho e pense nisso. Viaje sozinho e de primeira classe no Universo que é você!

Sempre fui de pensar muito sobre sentimentos. Reparo bastante nos meus e fui treinada a pensar no dos outros também. Isso me trouxe uma certa fascinação pelo mundo humano em geral, por cada ser humano e seu respectivo universo. Sobre viagem, explico: viajar para mim NÃO se resume em tirar foto na frente da Torre Eiffel e no dia seguinte na frente do Big Ben. Viajar pra mim não é fechar o pacotão de bumba e rodar 10 cidades em 15 dias - isso também deve ter suas vantagens, mas não acho que viajar seja isso. Isso pra mim é passeio.

Viajar pra mim significa TRANSCENDER, seja como e onde for. Não existe pra mim um destino que não tenha me feito uma pessoa mais feliz. Voltando à Torre Eiffel, por exemplo, dentre as vezes que a vi tenho inúmeras boas memórias; nenhuma delas refere-se exclusivamente ao ícone mundial, mas aos sentimentos que tive ao estar ali, às companhias, ao frio ou calor que fazia, às tentativas fracassadas de tentar segurá-la em uma foto típica de turista, à palpitação no coração que deu a primeira vez que a vi piscar. Então, no final das contas, pouco importa se vi a Torre ou não, importa que ali estive mais feliz. 

Não acredito em gente burra E feliz. Pra mim são duas coisas incompatíveis. Não, não estou falando sobre saber a fórmula de Bhaskara, mas de gente que pensa, que se instiga e se interessa pela vida, que não desiste no primeiro obstáculo, que acha tempo para ter bom humor quando o perrengue surge. Penso que tudo isso faz parte da alma de um bom VIAJANTE. Cada reflexão sobre nossos próprios sentimentos nos faz mais ricos - a melhor das riquezas, mais humanos, compreensivos e, por tabela, mais felizes. Viajar (de novo, no seu sentido amplo) afeta o nosso comportamento e a maneira que encaramos o mundo e viajar dentro de si é um bom modo de conseguir garantir que, mesmo sozinho, você esteja sempre em boa companhia. 

Um Blog de Viagem e Culinária pode lhe parecer fútil, mas confio poder deixar seus dias mais azuis com as dicas que encontrará aqui. E é isso que inspira esse projeto que se chama DESTINOS e RECEITAS.

Para concluir - pensou ufa, né? -, antes de recomendar Florença, Paris ou Milão, gostaria de lhe sugerir uma outra viagem: VOCÊ! O que te faz bem? O que você procura quando vai conhecer um lugar? Sempre que viaja vai de coração e CABEÇA aberta para receber o Destino lhe oferta? Só espero que por aqui você encontre sugestões que, AO SEU MODO, lhe façam verdadeiramente mais feliz.

Sejam bem-vindos! Esse espaço é de vocês.